Nos últimos dias,
aproveitei para ver filmes que não tive a oportunidade de ver aquando da sua
passagem numa sala de cinema perto de mim. E começo com uma “parada” forte:
“Vergonha” (“Shame”), de Steve McQueen. Neste filme, o cineasta inglês aborda
um conjunto de temas contemporâneos, sobretudo na perspectiva das relações
sexuais, tendo como pano de fundo a cidade que nunca dorme: Nova Iorque. Pois
é, as cenas de sexo e a satisfação sexual pessoal e virtual estão presentes
constantemente, incluindo as relações homossexuais e a prostituição. O
individualismo moderno, marcadamente urbano, é outro dos elementos que se
destaca no carácter dos diversos personagens, sobretudo em Brandon (papel bem
interpretado por Michael Fassbender). O enredo acompanha a decadência
relacional deste personagem, e não só, com outros seres que se cruzam com ele,
de forma mais ou menos furtuita. Os ambientes nocturnos são os momentos ideais
para esses “rendez-vous”. A masculinidade de Brandon está constantemente à
prova nesses encontros que se acumulam, uns atrás dos outros. Ou, até mesmo,
nos momentos de satisfação sexual individual (cenas de masturbação) e virtual
(pornografia na Internet). Todavia, essa masculinidade/virilidade tem duas cenas
marcantes: uma, quando começa a haver um certo envolvimento emocional com uma
colega de trabalho (relação não concretizada sexualmente, quiçá, devido a fantasmas
afectivos que o perseguem); outra, quando Brandon descarrega as suas
frustrações numa relação homossexual supostamente fugaz… Isso é tão evidente
nessa última cena, tanto que a sua virilidade é testada, de forma enérgica, numa
relação clássica de “ménage à trois”, logo após tal momento de fraqueza. Para o
final do filme o realizador reserva alguns momentos surpreendentes, conseguindo
incutir uma progressão não linear ao enredo. O ambiente sonoro da película é
discreto e elegante. A minha avaliação final (de 0 a 10): 7,5.
domingo, 24 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Série - Partilhado: Mais um jogo vitorioso
Portugal foi dominador
de forma tão inteligente,
alegrando qualquer torcedor
com uma força pungente!
Mais um jogo vitorioso
para as cores nacionais,
num percurso glorioso
até às meias-finais.
(Portugal - 1 vs. República Checa - 0)
até às meias-finais.
(Portugal - 1 vs. República Checa - 0)
domingo, 17 de junho de 2012
Série - Partilhado: Cristiano Ronaldo
Com dois golos marcados
e tantos outros por marcar,
ficaram muito bem vincados
esses remates no placar.
(Portugal - 2 vs. Holanda - 1)
Série - Partilhado: Jogo espantoso
A laranja foi espremida
num jogo espantoso,
por uma equipa destemida
com um Ronaldo
portentoso!
(Portugal - 2 vs. Holanda - 1)
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Série - Partilhado: Os "anti" isto e aquilo
Se há
coisa que detesto são os sítios (aqui na blogsfera e no Facebook) dos “anti”
isto e aquilo. Jamais serei “adepto” desses sítios, ou seja, evitarei visitá-los ou jamais colocarei “gosto”
nesses sítios. No extremo oposto, temos o desportivismo e alegria dos adeptos irlandeses
durante e depois do jogo em que a sua selecção perdeu por 4-0 contra a “armada”
espanhola. Como apreciador de cerveja, independentemente da sua cor, termino
com o slogan da Guinness Beer: Good things come to those who wait.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Série - Postais do mundo: Château de Chambord - Val de Loire (França)
Château de Chambord era o preferido do meu pai. Por causa
disso, era um local de visita obrigatória, claro. No passado mês de Janeiro, num
domingo ao final da tarde, a família Correia revisitou este palácio numa
espécie de homenagem... Terei sempre um prazer especial revisitar Chambord.
Postal enviado em 1982.
Adenda: há quem atribua
a Leonardo da Vinci o desenho original deste palácio renascentista de apoio às
actividades de caça da corte francesa.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
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