sábado, 27 de abril de 2013

Série - Nano-conto: Amarelinha



Era uma vez uma poção mágica chamada amarelinha, tratada com muito carinho e respeito, claro. Para ser mais rápido, mais alto e mais forte, apenas com a amarelinha. Amarelinha mais amarelinha só há uma!


quinta-feira, 28 de março de 2013

Série - Partilhado: Folar de Olhão




Nesta altura do ano, é uma presença indispensável! No resto do ano, costuma ser regularmente devorado... É um dos meus bolos preferidos. E do Algarve, claro.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Série - Publicidade pessoal: Coisas boas da vida



Gomes Aires é uma aldeia serrana do concelho de Almodôvar. Terra de gente simples e simpática com vontade de aprender, à boa maneira alentejana, além de produzir excelente medronho. Esta garrafita oferecida por um formando revela exactamente isso e muito mais!... São coisas boas da vida que não têm preço.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Série - Partilhado: Além de ti



Nesta semana, em termos cinematográficos, marcada pela entrega dos Óscares da Academia de Hollywood, acabei de ser informado de um prémio (CinEuphoria 2013) atribuído à primeira longa-metragem de João Marco / Fury n´Dust, “Além de ti”, que tive o privilégio de ver aquando da sua estreia em Faro. Prefiro destacar esta notícia, claro. O cinema independente algarvio/português fica inexoravelmente valorizado com tal prémio.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Série - Histórias longas: Galileu só há um!



Sobre uma sociedade tipicamente lusa de negócios…

Era uma vez uma sociedade. Essa sociedade tinha origem em terras lusas. Além disso, desenvolvia negócios. Muitos negócios... Dessa sociedade brotava (e brota) gente famosa. São paletes de gente famosa! Isto da fama dá para muita coisa… Gente que tem fama e tira o devido proveito, obviamente. Em pleno deserto económico/financeiro lusitano há oásis repletos de árvores das patacas. Não uma, não duas, mas centenas ou milhares. À conta de tantas árvores criou-se um buraco. Atenção, não é um buraco qualquer! Pois é, esta sociedade não fazia a coisa por meia dúzia de tremoços. Ou por meia dúzia de amendoins, tanto faz. O certo é que o Zé Povinho está lá em baixo, no fundo desse buraco. Os outros, gente de colarinho branco, estão cá em cima. Gente fina é outra coisa! Até mudaram o nome dessa sociedade usando o apelido de um cientista italiano do Renascimento. Para torná-la internacionalmente famosa, claro. Nem Galileu tinha tamanha imaginação. E Galileu só há um! Portanto, só podemos concluir que estamos perante uma sociedade tipicamente lusa de negócios.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Série - Nano-contos: País de pernas para o ar



Sobre um país de banqueiros assaz generosos…

Era uma vez um país de pernas para o ar. Nesse país, os banqueiros eram reis e senhores da mais pura generosidade: nas palavras e nos actos. E, assim, viveram felizes para sempre.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Série - Histórias longas: Branco e virginal



Sobre um país com monte branco e afins…

Era uma vez um monte branco onde só vivia gente de colarinho branco. Pois é, todas as camisas tinham esse pormenor. Mas, a brancura não ficava por aqui… Nesse monte, havia muitas máquinas de lavar que contribuíam para tal brancura. Por mais bizarro que pareça essas máquinas existiam, única e exclusivamente, nas instituições bancárias. Isso mesmo, nos bancos! Nos bancos de gente de colarinho branco, obviamente. Banco e branco conviviam (e sobreviviam) graças às ditas máquinas. Ou seja, o dinheiro entrava nas máquinas com diversos tipos de sujidade, nomeadamente o que se designava por: fuligem “branca”. Atenção: esta fuligem era tão imaculada que não afectava o efeito estufa. A fuligem “branca” tinha origem diversa: ervas “aromáticas”; pó de snifar; pó de armas… Portanto, até a sujidade era “branca”. Branco mais branco não havia! Havia, havia, sobretudo em paraísos de areia branca. Como vivíamos num mundo “hollywoodiano” esses paraísos tinham um nome a condizer: offshores. Coisa fina, o nome e a referida areia, claro. Para gente de colarinho branco, de facto. E de fato e gravata fazendo “pandan”. Em suma, nesse monte “branco” (e noutros do género: as imitações não tinham limites), tudo era virginal.