quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Série- - Não filtrado: Ligados à máquina ventiladora

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Os sinais são evidentes. Este (des)Governo perderá, nos próximos tempos, quiçá poucas semanas, a razão de ser. Para mim, já perdeu há muito… Aliás, essa existência só subsiste devido, sobretudo, à “ventilação financeira” do BCE. Esta manhã, depois dos juros da dívida portuguesa, no prazo de 10 anos, ultrapassarem os 7,6%, fomos ligados novamente à máquina de “ventilação financeira”.
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Tem sido um final demasiado agonizante… A incompetência tem limites! E, pior, bastante trucidante para grande parte do povo. A paciência tem limites!
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(Portugal, unmoored, FT Alphaville)
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Série - Não filtrado: Ministro foi despedido

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- Qual ministro? – perguntam-me...
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- O Costinha. Foi despedido do Sporting. – respondo.
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Alguns pensarão (incluindo "me, myself and I"): Melhor seria se tivesse sido o ministro das finanças...
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Série - Não filtrado: Sem limites

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Sem limites a mentira, a aldrabice e a arrogância. Depois, essa gente do marketing dirá: pois, coisa e tal, o nosso benchmarking é um mix de target b2b e b2c, baseado num survey research, com uma aposta clara na portugalidade e na portugalização dos seus conteúdos, a partir do qual definimos um core business. Não perceberam?! Perguntem ao Zeinal Bava (CEO da PT).
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Série - Textos longos: Verde mas pouco

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Era uma vez um recibo “verde”, “verde” só no adjectivo feito apelido, vivendo em constante angústia. Essa angústia tinha causas diversas, grande parte delas relacionadas com um Gigante. Ao contrário do que possam já imaginar, não se trata de algo enorme em altura. Não, decididamente não. É, sim, algo enorme em profundidade: um buraco gigantesco, dantesco, grotesco… Qual Golias dos tempos modernos!
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O recibo “verde” vivia e trabalhava num país à beira-mar plantado, não interessa o nome (fica ao vosso critério imaginá-lo). O seu “ganha-pão” diário era feito, cada vez mais, de uma panóplia de sacrifícios de cores e feitios. Aliás, por um lado, as cores tendiam para tonalidades mais escurecidas e, por outro, os feitios eram progressivamente mais definhados e pontiagudos. Sacrifícios, esses, para alimentar a gula do referido Gigante que, com isso, em vez de realizar uma dieta salutar aumentava a sua avidez e o seu estado insaciável. Ou seja, muito distante do estado socialmente aceitável e de sã convivência.
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Por mais leis que se fizessem, por mais códigos que se publicassem, por mais impostos que se pagassem, a factura era sempre paga pelo recibo. Que não tinha direito a almoços grátis! Isso era só para alguns “não recibos”… Assim, não é difícil de imaginar, o Gigante ganhava profundidade e largura a um ritmo assustadoramente voraz. Nem a mais imaginativa campanha publicitária ou truque de ilusionismo embelezaria tal “gigantismo”, embora houvesse quem acreditasse nisso…
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O recibo “verde” perdeu, gradual e miseravelmente, a esperança legítima de independência, transformando-se numa cor mais acinzentada. Por muita vontade que tivesse no contrário, os abusos a que era sujeito tornavam o recibo refém da precariedade e consequente marginalização. O Gigante, aproveitando-se da sua força desmesurada, arrastava o recibo para uma de duas situações: ou fugia desse país metamorfoseado num abismo; ou agravaria a sua dependência eunuca de direitos face aos interesses sórdidos do Gigante e seus cúmplices.
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Nota final: este texto foi publicado aqui, blogue Delito de Opinião.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Série - Não filtrado: Distinção (Parte II)

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Há cerca de duas semanas, recebi um convite para escrever no blogue Delito de Opinião, convite prontamente aceite. Nos dias seguintes, escrevi o texto: uma espécie de breve conto. O tema está relacionado com os recibos “verdes”. Por acaso, nos últimos dias, os Deolinda trouxeram para a ordem do dia esta problemática. Amanhã, terça-feira, será publicado. Se puderem, leiam e comentem, ok?
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Série - Não filtrado: Parvos que somos

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De uma troca de opiniões com um dos meus irmãos, no Facebook, falámos sobre as nossas diferenças relativamente aos espanhóis, sobretudo ao nível da falta de garra. E escrevi:
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Ok, Miguel. Não deixas de ter razão, falta-nos garra. Mais, há outras diferenças culturais relativamente aos “nuestros hermanos” que se reflectem nas culturas organizacionais, quer nas empresas do sector público, quer nas empresas do sector privado. Passo a explicar. Somos mais individualistas, não temos tanta noção de colectivo e da força que isso pode induzir. Na linguagem de “gestão” isso resume-se a uma palavra: sinergias.
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Dois exemplos. Primeiro, no sector bancário, aquele que conheço melhor. Quando trabalhei na DECO tomei conhecimento com a realidade bancária nacional, em geral, e, simultaneamente, da troca de informações com colegas espanhóis facilmente notava-se uma realidade muito diferente da nossa, isto é, com uma rede de caixas mutualistas (“cajas de ahorro”) bastante forte. Não vale a pena escrever sobre a realidade do centro e do norte da Europa… Essa rede evidencia um maior espírito comunitário.
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Segundo, na agricultura, esse espírito comunitário reflecte-se na associação empresarial (ou cooperativas) que os espanhóis souberam, e bem, desenvolver nas últimas décadas, permitindo-lhes ganhar dimensão, economias de escala e força económica (junto do circuito comercial, por exemplo).
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Da minha experiência e conhecimentos económicos, esse é um pequeno grande pormenor. Nós aceitamos, impávidos e serenos, que o Estado (por exemplo: através do IEFP) seja o principal empregador de recibos “verdes”. Ou seja, o Estado, que somos todos nós, confunda profissionais independentes (como eu gostava de ser, no seu verdadeiro sentido) com mão-de-obra barata e sem direitos (como acabo por me sentir, eu e os demais). Se o Estado dá este exemplo, facilmente outros imitam-no. Para quem quer entrar no mercado de trabalho, não só no sector privado, ou quer continuar a trabalhar como profissional independente, é muito difícil mudar esta cultura portuguesa demasiado individualista e de “brandos costumes” (deixar andar). E, assim, vamo-nos desenrascando até que…
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Voilà!
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(esta conversa teve origem na música do momento: Parva que sou, Deolinda, ver aqui)
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Série - Repastos há muitos! (Parte II)

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Aproveitando o maravilhoso dia de sol por terras lacobrigenses, a minha bela Helena convenceu-me a grelhar um peixe no carvão (modéstia à parte: temos um excelente “barbecue”). Um desejo de uma mulher não deve ser recusado. Fui eu que tratei de tudo… O repasto está pronto!
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